sexta-feira, 6 de março de 2015

OS CAMINHOS PARA UMA BOA RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E SOCIEDADE



Implicações para o desenvolvimento pleno do sujeito.

Segundo Libâneo, veículos de comunicação como televisão e internet representam um novo caminho para o acesso a informação. Levantamos as seguintes questões:

Este seria o meio mais eficiente para o acesso ao conhecimento de ensino?
As novas tecnologias suprem as necessidades da sociedade?
Será que a tecnologia ensinará os alunos a terem respeito pelo outro?
E levando em conta o ensino tradicional, Qual será a verdadeiro papel do professor?

Libânio mostra a necessidade da qualificação profissional do professor.  Com a modernização do ensino e a globalização, o profissional tem a obrigação de se adaptar a uma nova sociedade aonde as informações também chegam através dos veículos de comunicação. Neste processo cabe ao professor ser o intermediário entre a informação e a sua comunidade.

O professor passa a ser um mediador, Libâneo diz: “... um processo formativo abrangendo a totalidade do ser humano, na sua dimensão  física, afetiva, cognitiva, não se reduzindo a dimensão econômica.”   

O autor deixa claro qual o papel do professor na educação moderna.  Em seu texto, ele  mostra  que ensinar  não é meramente  passar conteúdo,  transmitir verbalmente  a definição  dos assuntos.   O ensino  deve ser uma relação de troca entre o professor e o  aluno, levando em consideração o conhecimento que o aluno traz sobre os assuntos, ou seja , sempre existirá  o respeito, preservando a cultura e o meio social do aluno.    Ao professor cabe o papel de facilitar o aprendizado, tornando o método de ensino eficaz e prazeroso.

A escola e os professores acabam tendo que intermediar a relação “comunidade X escola”, tendo como objetivo integrar a família no processo de formação do aprendizado. A escola cria um elo mobilizando pais, alunos e educadores em seus diversos setores para atrair a família para o âmbito escolar; e é através de palestras, jogos, discussões sobre vários temas que há uma troca de informação e esse método se torna bastante eficaz, pois é a partir dele que a educação cumpre o papel de transformador social.      


RESPEITO PELA AUTONOMIA DOS PROFESSORES

O professor tem total autonomia sobre o universo em sala de aula, como um  pesquisador que tem a função de transmitir o conhecimento ao aluno, ele deve levar em conta os métodos adquiridos no meio docente ( sistematização, organização pedagógicas dos conteúdos , didática utilizada no ensino) e  também observa as questões socioculturais e psicológicas de cada ser; uma vez que ele é o mediador, cabe a ele saber a melhor forma de expor o conteúdo ao aluno.

FUNÇÃO DO DOCENTE

Segundo Freire, na docência há uma reflexão crítica na relação teoria e prática, o autor  trabalha a ideia de dependência entre ambas,  mostrando  que as duas  são fundamentais  ao desenvolvimento do saber.
Tomando como exemplo a transitividade do verbo ensinar, o autor esclarece que o ato de ensinar é também é o ato de aprender; ou seja, existe uma ligação direta entre quem ensina e quem aprende, é uma troca;  pois quem ensina também aprende e quem aprende também ensina. Levando em consideração essa teoria, percebendo que ensinar não é só lançar conteúdo para o aluno, vai além de sistematizar os assuntos, é dar ao aluno uma concepção crítica da sociedade em que ele faz parte.

Já Libânio esquematizar a docência da seguinte forma:

I assumir o ensino como mediação: aprendizagem ativa do aluno com ajuda da pedagogia do professor.
Rompe com a prática do ensino verbalista em que o conteúdo é meramente transmitido ao aluno, e mostra o professor como um mediador, responsável não só pela sistematização do conteúdo, também na expansão de uma concepção social. O professor  dialoga  como o aluno levando em consideração as experiências do aluno e o seu conhecimento .  Neste modelo, o professor usa seus conhecimentos pedagógicos para auxiliar o aluno no entendimento de seus questionamentos.

II Modificar a ideia de uma prática pluridisciplinar para uma escola e uma prática interdisciplinar.
O modelo pluridisciplinar consiste no estudo das disciplinas isoladas do currículo, é o moderno padrão que conhecemos. As disciplinas são passadas para nós em uma concepção fechado onde é dada importância aos conteúdos.
Já na interdisciplinaridade, as disciplinas são estudadas em conjunto com objetivo de que uma possa auxiliar a outra para que o conhecimento possa ser levado ao aluno como um todo e não de modo fragmentado. Outro aspecto importante desse modelo é que essa perspectiva tem o objetivo de fazer com que o conhecimento possa ser usado na realidade do dia do aluno.

III Conhecer estratégias de ensinar a pensar, ensinar a aprender a aprende
 Está ligada a forma em que o aluno desenvolve o seu próprio método de construção do conhecimento; o professor dispõe o conteúdo e o aluno desenvolve a sua maneira de desenvolver conteúdo.  Vale salientar que essa perspectiva não funciona com todos os alunos

IV Persistir no empenho de auxiliar os alunos a buscarem uma perspectiva crítica dos conteúdos
Consiste em ensinar o aluno a pensar criticamente.  A educação É vista como um caminho que colabora com a construção de um modelo social, os conteúdos abordados na escola servirão não só como uma forma de aprender a calcular, a escrever, a decorar datas; mas apoiarão o indivíduo  em uma maneira ampla de perceber o mundo.

V Desenvolver um trabalho de comunicação em sala de aula para explorar o processo de interação entre professor e aluno. A linguagem não é vista apenas com um meio de transmitir o conhecimento, mas é uma forma de expressão; sendo assim, envolve aspectos como emoção, raciocínio lógico e a potencialização das capacidades cognitivas dos alunos.

VI O docente precisa reconhecer o impacto das novas tecnologias. Trabalhando sempre de forma construtiva as novas tecnologias e associando ao livro didático. É nesta perspectiva que percebemos que o conhecimento não está limitado apenas ao conteúdo explorado em sala de aula.
Existem várias maneiras de aprender, vários caminhos para construir o conhecimento, os meios de comunicação (radio, televisão e internet) são um grande apoio ao desenvolvimento intelectual tanto do educando quanto do educador.  Cabe ao professor perceber as evoluções tecnológicas e encontrar meios de levá-las para sala de aula.

VII Atender a diversidade cultural e respeitar as diferenças no contexto da escola e da sala de aula. Cabe ao professor observar e respeitar a bagagem cultural de cada aluno; sendo assim, o educador deve tentar conciliar o conteúdo exposto em sala de aula com o  conhecimento prévio do aluno, respeitando sempre o meio sóciocultural do individuo.  Assim podendo identificar a relação existente entre ensino e aprendizado, pois quem ensina aprende e quem aprende ensina.

VIII Investir nas atualizações científicas, técnicas, e culturais como ingredientes do processo de formação cotidiana.
Diante dos avanços tecnológicos e dos meios de comunicação presentes na sociedade, o professor tem o dever de se manter atualizado, juntar a cultura geral, a especialização disciplinar e a busca por novos conteúdos. A capacitação vai facilitar para que ele possa lidar com as diferentes situações, tanto do trabalho quanto social, colaborando com a construção de novos valores éticos.

IX Integrar no exercício da docência a dimensão afetiva.
É necessário ficar atento ao meio de convivência dos alunos, algumas vezes o comportamento pode indicar algum tipo de problema e a aproximação afetiva do professor pode ajudar em estabelecer uma relação de confiança.  Assim o professor e a escola terão como auxiliar  através de conversas, exemplos de vida e apoio psicológico.

X Desenvolver o comportamento ético e saber orientar os alunos em valores e atitudes em relação à vida, ao ambiente, as relações humanas.
Os professores e a escola devem ensinar valores que auxiliem na formação dos cidadãos conhecedores dos seus direitos e deveres. Valores como: respeito e disciplina, tão essenciais ao nosso cotidiano.

OS PROFESSORES E OS NOVOS CAMINHOS PARA UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA SOCIAL

De acordo com Libâneo, a qualidade social está diretamente ligada à adaptação dos mais diferentes métodos de ensino, tendo em vista que o ser humano e diferente um do outro e cada um tem as suas necessidades, a escola terá que adaptar o conteúdo as necedades e condições de cada grupo de alunos, sempre levando em consideração o meio social dos mesmos.

A inclusão deve ser social e física, as escolas precisam se adaptar às necessidades especiais existentes.   Sem falar que o convívio das crianças desde cedo com as diferenças dão a elas humanidade e o respeito pelo outro, trazendo amadurecimento.

As técnicas de inclusão passam por livros, internet, o braile, o uso de meios de comunicação; diversas artes como teatro, cinema, literatura e musica.  Com este método, os conteúdos tornam-se mais prazerosos e levam a um melhor aproveitamento da cultura existente nas comunidades.

Os conteúdos devem ser apresentados de modo conjunto, conciliando teoria e pratica, com o objetivo de dar ao aluno uma visão mais ampla. Outra forma de apresentar os conteúdos é a interdisciplinaridade, a troca de conhecimento entre as disciplinas, levantado discussões sobre os temas, mostrando maior ligação entre teoria e pratica, dando aplicabilidade aos conteúdos estudados.

O QUE É EDUCAR?

Para Freire, educar exige rigorosidade metódica: pesquisa, respeito ao educando, corporificação das palavras, aceitação do novo, rejeição de qualquer forma de discriminação. Uma reflexão crítica sobre a prática, o bom senso,a humildade, a alegria, a tolerância e convicção de que a mudança é possível.   

De acordo com o autor, no processo de ensino deve ser levado em consideração não só os conteúdos expostos em sala de aula, mas também o meio social em que o aluno vive, pois educar não é só transferir conhecimento; é fazer com que as informações se tornem parte do cotidiano do aluno.

Dentro dessa proposta o professor tem a tarefa de estar sempre antenado, pesquisando, descobrindo novos caminhos para levar a informação ao aluno.  O professor deve aliar a metodologia à sistematização apreendida no meio docente com a realidade do cotidiano.

Ao aluno cabe o respeito e a confiança no profissional responsável por compartilhar o conteúdo, porque é através da confiança e do respeito que é criada a relação de aprendizado que consiste na troca de experiências entre o educador e o educando. “Educar é um jogo de troca de moedas, a moeda chamada conhecimento”

O conhecimento por sua vez é mutável e nunca será estático, sempre estará em transformação. Daí vem a necessidade do novo, a aceitação por novas técnicas de aprendizado baseadas nas tendências socioculturais atuais, levando sempre em consideração o material humano.

Ensinar é uma tarefa árdua, que deve ser praticada com responsabilidade, humildade tolerância e alegria, palavra que sempre farão parte da metodologia de qualquer educador.


Por Salomão Fonseca


Referências Bibliográficas:
LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora?: novas exigências educacionais e profissão docente. São Paulo: Cortez, 1998. vol. 67.

Freire, Paulo. (1996). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O MITO DE ÍCARO E A EDUCAÇÃO



O MITO DE ÍCARO E A EDUCAÇÃO


O mito que melhor traduziu a sabedoria para educação do ser humano- humanizado foi o de Ícaro.

O mito conta a história  de Ícaro e seu pai Dédalo, Dédalo  foi um famoso inventor que construiu o labirinto que aprisionou o minotauro.  Mas por ter traído o rei Minos foi aprisionado junto com seu filho Ícaro.

Estudando maneiras de escapar da prisão Dédalo percebe que só poderia ser pelo ar, pois por mar e terra existia um domínio do rei, então ele resolveu confeccionar asas  para fugir junto ao seu filho Ícaro.

 Trabalhando arduamente fez dois pares de asas, colando as penas com cera de abelha e deu um par a seu filho os dois conseguiram escapar, Dédalo conseguiu chegar ao seu destino, porém Ícaro não conseguiu chegar.

 Ele não conseguiu o conselho do pai que o orientou a não voar tão próximo do sol porque o calor derreteria a cera que colava as penas da asa e por isso caiu, enquanto seu pai cumpriu o trajeto.

O mito de Ícaro mostra o valor do trabalho. No caso, a sabedoria só é alcançada com muito esforço e paciência, a busca diária por conhecimento, o tempo dedicado ao estudo fez com que Dédalo tivesse o comportamento correto em relação ao vôo. Enquanto seu filho que não se dedicou a construção das asas só as recebeu  do pai ficou fascinado com a ideia de poder voar e acabou morrendo.

O personagem Ícaro  também representa liberdade jovem aventureiros que usou voar e ser livre como um pássaro, mas que por falta de maturidade conhecimento não completou o seu trajeto.

O processo do conhecimento é lento exige esforço, paciência e força de vontade.  a sabedoria é algo que deve ser trabalhada e construída  constantemente  utilizando  o apoio de diversa fontes de informação  os mitos são uma forma de representar a sociedade  e também de  adquirir informação a partir do conhecimento gerado não só pela ciência mais também pelo conhecimento que é passado de geração em geração.



Por Salomão Fonseca








A CONSTRUÇÃO DOS MITOS

A CONSTRUÇÃO DOS MITOS


O mito é uma das representações da sociedade contemporânea, é um modo de observar o mundo e a nós mesmos. É a partir dele, que podemos reinventar a nossa forma de olhar o mundo, criando uma realidade, levando em consideração valores científicos, artísticos, religiosas transmitidos através das gerações.

Utilizando o conhecimento adquirido que toma como base as crenças populares, valorizando a cultura internalizada  dos grupos  sociais a que pertencemos.  Os mitos se fortalecem através da transmissão do conhecimento intuitivo que é passado de pai para filho, de uma civilização á outra, onde não é priorizado o cientificismo a informação baseada na fundamentação, elaboração de pesquisa, e sim o conjunto de costumes de um grupo social; é por esse motivo que o mito faz parte da vida contemporânea.

I  Carnaval é uma das representações míticas das diversas realidades sócias do Brasil, uma festa popular que mostra as diferentes culturas existentes em nosso país, nosso folclore, nossas influências africanas e europeias são representadas através do maracatu, dos bailes de mascaras. Uma festa pagã onde o lúdico e a realidade se confundem através das representações artísticas  enfatizando alegria que representa tão bem nosso povo.

II Futebol é um símbolo nacional, uma representação coletividade e da alegria brasileira, e porque não dizer, do poder. Uma vez que ele também interfere na distribuição de renda colaborando diretamente com a divisão de classes sociais.
Também podemos encará-lo como um símbolo de união entre as pessoas, tendo em vista uma copa do mundo ou um campeonato brasileiro em que as torcida se unem para celebra a vitória dos seus times. É despertar do nacionalismo, o sentimento patriota.

 III No casamento historicamente a família representa a célula básica da sociedade, casamento é a concretização desse ideal. Homem deixa de ser nômade e passa a ser a sedentário começando a guardar alimentos e assim se estabelecendo em um único local criando laços de afetividade. É o princípio da formação da sociedade, é o aprender a conviver coletivamente.
Mais tarde com o catolicismo o casamento personifica a ideia da família perfeita.  Em uma sociedade patriarcal em que o homem é o espelho, o ser bem sucedido e virtuoso que tem a tarefa de proteger e dar qualidade de vida aos filhos.  A mulher é a mãe protetora que vai educar sua cria e servir ao marido. É o retrato da família que segui os valores do catolicismo de crescer e multiplicar respeitando sempre os valores impostos pela igreja á sociedade.

IV A formatura é ascensão social através do estudo,  a ideia de valorização profissional e assalarias. O mito do homem que estudo o que é bem sucedido profissionalmente estando um passo à frente dos outros; é uma forma de representar as diferenças de classes sociais, um dos símbolos do capitalismo. aquele que se prepara o que se especializou terá melhores condições de trabalho e salário, subordinando tarefas aos que não ascenderam profissionalmente  pelo estudo.



por Salomão Fonseca
















ALGUNS PONTOS HISTÓRICOS DO RECIFE


ALGUNS PONTOS HISTÓRICOS DO RECIFE



Nosso passeio começa falando um pouco da origem do recife.  "Recife dos navios", uma cidade que se situava à beira mar, na beira dos rios, recife porto  de Olinda  que era a capital de Pernambuco  nos anos de 1535.

Os casarões de estilo colonial  com janelas amplas, portas pesadas  características  de uma cidade que abrigava  as famílias abastadas da  e os grandes centros do poder

É no Recife antigo “centro histórico” da cidade que encontramos as edificações que remetem a invasão holandesa; parque 13 de Maio Construído durante a ocupação holandesa no recife, o conde Maurício de Nassau construir um jardim com influência da arquitetura renascentista, o então parque do palácio de Friburgo

Ele foi construído no terreno de manguezais, chamado ilha do rato.  Sua construção foi no governo de Barbosa lima e durou 10 anos. Inaugurado no dia 30 de agosto  na gestão do prefeito  Novaes Filho  para sediar o III congresso  da eucaristia.

Encontramos no parque diversas esculturas como o busto de Farias Neves Sobrinho, Dantas Barreto, Pereira da Costa. Dentro do parque 13 de maio encontramos a câmara municipal do recife, este prédio abrigou, até 1962, a Escola Normal do Recife, que foi transferida sob o nome de Instituto de Educação de Pernambuco (IEP).

Outra edificação importante é a Faculdade de Direito do Recife Com transferência da faculdade de direito de Olinda para o recife, 11 de agosto de 1827, o decreto do imperador D. Pedro I, neste mesmo período foi criado outras faculdades pelo país com transferência do curso para a capital da província de Pernambuco foi em 1854 A mudança da cidade  sede provocou a conseqüente mudança de denominação.

O prédio foi construído por José de Almeida pernambucano  1912 Em 1912, mudou-se para o prédio onde funciona até hoje, na praça dr. Adolfo Cirne, no Recife, depois de concluídas as obras pelo Governo da República. Dentro da história da faculdade  inúmeros  bacharéis  foram formados,  professores de literatura,  homens de importância da política,  história, da filosofia.exemplo: 1832-  Eusébio de Queirós, 1833  Paula Batista,1835 , Sousa Franco,1852 José Tomás Nabuco de Araújo (pai de Joaquim Nabuco)

O palácio do Campo das princesas é a sede do poder executivo  do nosso estado.  Ele foi idealizado pelo governador José césar Menezes,  foi construído  em 1841  por ordem  do governador  Francisco do Rego Barros. O seu nome   é uma homenagem  a família real  na ocasião da visita realizada pelo imperador D. Pedro II a imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias e suas filhas ,  campo das princesas é  devido jardim  onde as duas filhas do imperador  brincavam .

O palácio foi reformado 1920  e foi construído mais um pavimento  para aproveitar todo o campo do edifício,   no ano 1967  o palácio serviu  de sede para o governo da república do então presidente Arthur da Costa e Silva e governador Nilo de Souza Coelho.

Construído a partir da idéia Francisco do Rego Barros,  o presidente da província de   Pernambuco (1837 a 1844),  como proposta de moldar a cidade aos padrões estéticos europeus  para mostrar prosperidade valorizar a cultura como um todo. Naquela época, a sociedade passa por um processo de transformação da mentalidade  que   despertar seu interesse  formas de cultura.

O teatro de Pernambuco foi inaugurado no dia 18  de maio de 1850, o nome passou a ser teatro de santa Isabel em homenagem à princesa Isabel, filha do imperador D. Pedro II. Foi uma sugestão que partiu do governo governador da província de Pernambuco, Honório Hermeto Carneiro Leão, o marquês do Paraná; logo teatro se tornou  o maior centro cultural do estado.

Em setembro de 1869 o teatro foi quase totalmente destruído por um incêndio; sedo reconstruído por José Tibúrcio Pereira de Magalhães.  Santa Isabel foi reinaugurado em 16 de dezembro de 1876 e de lá para cá passou por diversas reformas

em 6  agosto de 1848  uma lei provincial autorizou a construção de uma casa de detenção em Recife, com arquitetura neoclássica em forma de cruz foi construída usando o princípio pan-óptico em forma de cruz que podia ser visto a partir de uma sala central.  

A casa de detenção do recife  foi inaugurado em 25 de abril de 1855. Em 1873 foi desativada e os presos foram enviados para presídio agrícola de Itamaracá. Em 1974 a casa de detenção do recife se transformou em um centro de artesanato com lojas de pinturas, bordados, jóias e confecções.

O Forte de São Tiago das Cinco Pontas situa-se no atual bairro de São José, próximo à antiga Estação Rodoviária de Santa Rita. É a última construção holandesa no Recife e um dos monumentos mais representativos da arquitetura colonial. Foi edificado pelos flamengos, no ano de 1630.

Ao lado da fortaleza há um histórico paredão onde, no dia 13 de janeiro de 1825, foi morto o frade carmelita Joaquim do Amor Divino Caneca - o conhecido Frei Caneca. Tal paredão ficava junto à forca, onde deveria morrer o célebre mártir pernambucano.

Além de servir como prisão, o Forte de São Tiago das Cinco Pontas funcionou, ainda, como quartel do Esquadrão de Cavalaria, e como sede da Secretaria de Planejamento (Seplan) da Presidência da República.

No museu, dentre as peças importantes podem ser apreciadas as seguintes: maquetes das distintas formas da fortaleza; pinturas , expondo o Recife e a sua população durante o período holandês; fotografias antigas do Recife; coleção de gravuras antigas; portas entalhadas da Igreja dos Martírios (todas em madeira de lei); peças arqueológicas do próprio forte; pinhas de louça portuguesa de Santo Antônio do Porto; canhões de várias procedências; barra de ouro (de 1645) com um sinete da Companhia das Índias Ocidentais (que foi encontrada em Pernambuco); e uma chave simbólica (em ouro e prata) entregue a Dom Pedro II, por ocasião de sua visita ao Recife em 1859.













O PRIMEIRO REINADO NO SÉCULO XIX


O PRIMEIRO REINADO NO SÉCULO XIX


Este trabalho tem o objetivo traçar um panorama do Brasil no século XIX; tendo como relevância a chegada da família real, O primeiro reinado, como se estruturou processo de independência do Brasil.  Sendo assim,  começaremos nosso estudo   partido da organização de um  Brasil dependente.

O primeiro reinado deixou uma gama de experiências sociais e políticas, com o processo de independência,o Brasil deixou de ser colônia e aos poucos foi reconhecido como nação.

Com isto, deu inicio ao processo de formação social, passado por varias etapas e períodos necessários a formação de novas idéias. Tivemos varias influencias e mesmo assim os intelectuais brasileiros com o decorrer do tempo buscaram uma identidade nossa.

O nordeste teve uma grande importância, aqui houve grandes mudanças, as transições fizeram de Pernambuco o maior foco do liberalismo, sugiram academias e sociedades secretas como a maçonaria, a família Suassuna que fazia parte da elite, deixou o nome dentre a inteligência pernambucana.

Primeiro reinado, período entre (1822 e 1831), caracterizou se pelo processo de consolidação de independência do  Brasil e    a inserção   de uma nova nação  ao sistema internacional.  O processo de independência deu-se de forma diferente das outras  colônias da América, isto aconteceu pelo fato da colônia brasileira  ter se transformado na  sede da monarquia portuguesa por alguns anos.

O cenário político naquele momento evidenciava a importância de uma constituição  que criasse as leis  e organizasse  o estado,  sendo assim  realizou- se uma  assembleia constituinte  composta por 90 deputados   que pertenciam à  aristocracia rural.  Acontece que D. Pedro I se posicionar de maneira autoritária e se compromete a defender a constituição  desde que ela fosse digna do país e dele mesmo.
Um aspecto importante a ser citado é que nessa época vigorava  liberalismo moderado   que defendia  uma monarquia constitucional  que garantia os  direitos individuais   e limitava  os poderes  do imperador,  porém   não  poderia alterar o domínio  aristocrático escravista.

A assembleia foi apresentado pelo deputado "Antônio Carlos de Andrada"  um projeto  constitucional   o que defendia os seguintes princípios:

Subordinação do poder executivo ao legislativo, o que faria com que  os interesses   da aristocracia rural fossem  priorizados;  além de deixar claro  o imperador  não poderia  desenvolver o congresso  e que as forças armadas   estaria a disposição   do legislativo  e não do  imperador.

Restrição ao acesso à vida política nacional à maioria da população brasileira, o que levou ao voto censitário. O eleitor ou candidato ao legislativo teria que comprovar renda elevada conseguido através da agricultura.

Vicentino (1997)  diz que   a renda de eleitores e candidatos era calculada pela quantidade anual de  alqueires   de mandioca  produzidos em suas terras, com isso os eleitores foram divididos em primeiro e segundo grau. Os de primeiro grau eram eleitores de paróquias e os de segundo grau eram os de renda mínima de 250 alqueres.

Esse projeto ganhou o nome de “constituição da mandioca” e excluía a grande maioria da população das eleições. Após criticas crescentes essa constituição foi extinta e deu-se inicio a constituição de 1824.         Em 25 de março de 1824, D.Pedro I outorga a Primeira Constituição Brasileira, o nome do país oficial muda de Brasil para Império do Brasil e ocorre o movimento revolucionário conhecido como confederação do Equador.

Vicentino relata que a constituição apresentava inspiração européia e utilizava como base a Carta Outorgada de Luís XVIII de 1814, que estabelecia uma monarquia hereditária, a divisão dos poderes do estado em quatro: executivo, legislativo, judiciário e moderador.

Também aconteceu a oficialização do conselho do estado ( cargo vitalício), a divisão do pais em províncias ( dirigidos Por presidentes) e  a oficialização da religião católica e a subordinação da igreja ao estado e a liberação de culto as outras religiões.

Ainda em 1824 ocorreu um movimento chamado “A Confederação do Equador”, onde provocou protesto em varias províncias, principalmente no nordeste, onde muitos produtos da região estavam em crise.

Partiu de Pernambuco um movimento de caráter separatista, republicano, urbano e popular que se espalhou por todo nordeste, tendo a adesão da Paraíba, Ceara e Rio Grande do Norte que proclamaram a formação da confederação do equador.

A situação financeira do Brasil no primeiro reinado foi de muita dificuldade com aumento da divida externa que tornou a economia do Brasil frágil.  O autoritarismo de D Pedro I desgastou as relações entre a elite agrária e também dos grupos urbanos.

Após a guerra da Cisplatina e a Guerra de sucessão portuguesa, o primeiro reinado fica desgastado, impedindo D. Pedro I de ficar a frente do governo brasileiro.

De 1831 a 1840, iniciando pela abdicação de D. Pedro I.    Durante o período das regências  o Brasil teve uma forma de governo parecido com o regime republicano.

Assim formaram-se três grupos políticos para disputar o poder: Restauradores ( caramurus), Liberais exaltados ( farroupilhas) e Liberais Moderados ( chimangos).

Em 1834 com a morte de D. Pedro I a cena política brasileira passou então a ser dominada pela ala dos progressistas e a dos regressistas.  Em 1840 os regressistas assumiram a denominação de Partido Conservador.



Referencias
VICENTINO,Claudio, DORIGO,Gianpaolo. História do Brasil. São Paulo. Editora Scipione,2006.